Na noite desta segunda-feira, 13 de julho, a jovem travesti Elay Soutti, moradora de Araraquara, no interior de São Paulo, foi vítima de uma violenta agressão transfóbica praticada por homens residentes de seu condomínio, em um episódio que configura uma tentativa de transfeminicídio e evidencia, mais uma vez, a grave realidade de violência enfrentada por travestis e transexuais no Brasil.
A brutalidade do ataque gerou profunda comoção e mobilizou manifestações de solidariedade de movimentos sociais, ativistas e defensores dos direitos humanos, que cobram das autoridades do estado de São Paulo uma investigação rigorosa, a responsabilização dos agressores e a adoção de medidas de proteção para garantir a segurança de Elay.
Em decorrência da violência sofrida, Elay encontra-se impossibilitada de retornar à sua residência e enfrenta dificuldades para custear suas despesas básicas e reorganizar sua vida, motivo pelo qual iniciou uma campanha solidária para assegurar sua sobrevivência e reconstrução após o ataque.
O Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (FONATRANS) manifesta sua mais profunda solidariedade à companheira Elay Soutti e reafirma que nenhuma travesti ou transexual deve viver sob a ameaça do ódio, da violência e da impunidade em razão de sua identidade de gênero. É urgente que o Estado brasileiro fortaleça as políticas de prevenção e enfrentamento à transfobia e ao transfeminicídio, garantindo proteção integral às vítimas e a efetiva responsabilização dos autores dessas violências.
Que Elay tenha sua rede de apoio fortalecida, acesso à justiça, acolhimento e todas as condições necessárias para reconstruir sua vida com dignidade e segurança. Nenhuma violência contra travestis e transexuais pode ser naturalizada ou silenciada.
Justiça por Elay Soutti. Vidas trans importam e merecem viver com dignidade, respeito e segurança.
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