Nascida no Rio de Janeiro, em 1945, Eloína iniciou a carreira artística nos bastidores do teatro
A coroação de Anitta como rainha de bateria da Grande Rio, realizada neste domingo (20), teve a participação de uma personagem histórica do Carnaval brasileiro. A responsável por colocar a coroa na cantora foi Eloína dos Leopardos, reconhecida como a primeira rainha de bateria do Carnaval carioca.
Aos 80 anos, Eloína de Souza é atriz, coreógrafa, produtora e artista. Travesti, ela entrou para a história da folia em 1976, quando desfilou à frente da bateria da Beija-Flor de Nilópolis, em uma época em que o posto de rainha de bateria ainda não existia nos moldes conhecidos atualmente.
Quem é Eloína dos Leopardos?
Nascida no Rio de Janeiro, em 1945, Eloína iniciou a carreira artística nos bastidores do teatro. Ela trabalhou como camareira de vedetes antes de começar a atuar em espetáculos na região central da capital fluminense.
A relação com o Carnaval começou a ganhar destaque em 1975, depois que Eloína participou de um concurso em um baile carnavalesco. A apresentação chamou a atenção da equipe do carnavalesco Joãosinho Trinta, que a convidou para participar do desfile da Beija-Flor.
No ano seguinte, em 1976, Eloína passou a desfilar à frente dos ritmistas da escola de Nilópolis. A presença marcou um momento pioneiro no Carnaval e ajudou a estabelecer uma função que, posteriormente, se tornaria uma das posições de maior destaque nas escolas de samba.
Eloína permaneceu na Beija-Flor entre 1976 e 1978. Durante esse período, acompanhou o primeiro tricampeonato da história da escola. A agremiação reconhece Eloína como a primeira rainha de bateria do Carnaval e também como a primeira rainha transgênero da história da festa.
Carreira de Eloína dos Leopardos
A trajetória de Eloína não se resume ao Carnaval. Em 1969, durante a ditadura militar, ela deixou o Brasil e se mudou para Paris, onde continuou trabalhando como artista.
Durante a carreira, viveu entre o exterior e o Brasil até retornar ao país. Já na década de 1980, criou a Noite dos Leopardos, espetáculo que se tornou conhecido no Rio de Janeiro. A atração era marcada pela sensualidade e pela nudez masculina e permaneceu em cartaz por cerca de dez anos.
Eloína também teve atuação no teatro e participou de Divinas Divas, espetáculo que reuniu artistas travestis que fizeram parte da primeira geração de transformistas e travestis de destaque no Brasil.
Fonte: O Liberal
Comentários
Postar um comentário