Agressão aconteceu durante o dia, em Río Tercero, e foi registrada por câmeras de segurança. Suspeito não foi preso
Uma mulher trans foi atacada com uma pedra enquanto aguardava atendimento médico em Río Tercero, na província argentina de Córdoba. O episódio aconteceu na quinta-feira (3) e foi registrado por câmeras de segurança.
Segundo informações divulgadas pela imprensa LGBTQIA+ local, a vítima, Nicol Gabriela Pujana, estava no Centro Pediátrico da cidade quando um homem se aproximou e lançou uma pedra contra ela. Depois da agressão, o suspeito deixou o local.
O agressor foi identificado como Omar Fernández, mas não chegou a ser detido. A Justiça determinou uma medida de restrição de aproximação em relação à vítima.
O caso provocou indignação entre organizações e ativistas LGBTQIA+, que apontam a violência como mais um episódio de agressão contra uma mulher trans e questionam a resposta das autoridades diante da gravidade do ataque.
Violência e impunidade
A agressão ocorreu em plena luz do dia e em um espaço relacionado ao atendimento de saúde, evidenciando a vulnerabilidade enfrentada por pessoas trans mesmo em situações cotidianas.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) já alertou que pessoas LGBTI estão expostas a diferentes formas de violência motivada por preconceito e que mulheres trans estão particularmente vulneráveis a agressões físicas.
No caso de Nicol, a preocupação aumentou porque, segundo a imprensa local, o homem apontado como agressor teria posteriormente publicado uma ameaça contra ela nas redes sociais, afirmando que voltaria a agredi-la caso a encontrasse novamente.
O episódio reacende a cobrança por investigações efetivas, proteção às vítimas e responsabilização de agressores, especialmente diante de situações em que a violência contra pessoas trans é acompanhada por ameaças e risco de reincidência.
Para os movimentos LGBTQIA+, não basta registrar a ocorrência depois que a violência acontece. É necessário garantir que pessoas trans possam circular, acessar serviços públicos e buscar atendimento médico sem serem submetidas ao medo, à discriminação e à violência.
O caso de Río Tercero deixa novamente uma questão urgente: quantas agressões ainda serão necessárias para que a proteção da população trans seja tratada como prioridade?
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