FONATRANS realiza “Café com Direitos” e reforça debate sobre proteção de meninas e direitos das mulheres
Em alusão ao mês de luta das mulheres, o FONATRANS promoveu nesta manhã do dia 20 de março, a atividade “Café com Direitos”, reunindo lideranças políticas, representantes da sociedade civil e integrantes do movimento de mulheres em um espaço de diálogo, escuta e fortalecimento coletivo.
O encontro teve como destaque a palestra “Criança não é mãe, é vítima”, ministrada pela doutora Yana Moura, presidenta da OAB subseção de Picos. Em sua fala, a jurista trouxe reflexões contundentes sobre a violação de direitos de meninas, especialmente em contextos de violência sexual e gravidez infantil, reforçando a necessidade de responsabilização dos agressores e de políticas públicas eficazes de proteção.
Durante a palestra, Yana Moura enfatizou que a naturalização dessas violências precisa ser combatida com urgência. “É fundamental que a sociedade compreenda que crianças não têm maturidade física, emocional ou psicológica para a maternidade. Quando isso acontece, estamos diante de uma violação grave de direitos”, destacou.
A atividade contou com a presença de autoridades políticas femininas e diversas lideranças da sociedade civil, que contribuíram para o debate a partir de suas experiências e atuações nos territórios. O espaço também foi marcado por trocas potentes sobre os desafios enfrentados por mulheres, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social, incluindo mulheres trans e travestis.
Para a FONATRANS, iniciativas como o “Café com Direitos” são fundamentais para fortalecer a articulação entre diferentes setores e promover uma agenda comprometida com a garantia de direitos humanos. A organização reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade e da autonomia das mulheres, destacando a importância de ampliar o acesso à informação, à justiça e às políticas públicas.
O encontro se consolida como mais uma ação estratégica no calendário da entidade, que segue atuando na promoção de debates que enfrentam desigualdades estruturais e impulsionam a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de violências.
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