Desafios para longevidade trans são tema de reportagem especial

 Quando ultrapassam a barreira dos 35 anos, travestis e transexuais enfrentam dificuldades para encontrar emprego e acessar o sistema de saúde


Hoje, 29 de janeiro, é comemorado o dia da visibilidade trans. Este é um dia de celebração, mas também de luta: segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de 35 anos, número que representa menos da metade da expectativa de vida média da população brasileira, que é de 76 anos. Um dado que evidencia que existe uma série de desafios e demandas quando se pensa na longevidade da população trans, a começar pelo desafio da sobrevivência.  O Brasil é o país que mais mata trans no mundo. Só no ano passado, foram registrados 175 assassinatos. 

“É uma situação muito difícil para uma trans de idade, principalmente no mercado de trabalho. É um absurdo. Não temos oportunidade. E temos o grande perigo de ficar sozinhas ou jogadas, morrer debaixo de uma ponte”. (Jane Alves, de 63 anos)
Na reportagem especial sobre o tema, a Rádio UFMG Educativa conversou com a transexual Jane Alves, de 63 anos; com o autor do livro Sob as Marcas do Tempo: (trans)envelhecimento na (trans)contemporaneidade, Francisco Francinete; e com  o idealizador da ONG EternamenteSou, Rogério Pedro. Eles falaram sobre os desafios para que travestis e transexuais consigam chegar à velhice e viver de uma forma digna e saudável. 

Ouça a reportagem no LINK

Fonte: UFMG

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